Saiba as diferenças entre crises de ansiedade e Síndrome do Pânico

DATA: 03/05/2017


Estudo latino-americano realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental estima que cerca de 40 milhões de adultos a partir dos 18 anos apresentam algum tipo de transtorno de ansiedade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que a Síndrome do Pânico afeta 2 a 4% da população mundial.

A psicóloga Lizandra Arita explica que inúmeras são as situações que possam desencadear crises de ansiedade. No entanto, há diferenças substanciais entre estes “ataques ansiosos” com a Síndrome do Pânico. “É preciso diferenciar a ansiedade comum da Síndrome do Pânico. Enquanto a ansiedade comum necessita de um contexto, um alvo de preocupação, as crises de Pânico são inesperadas e podem acometer o indivíduo a qualquer momento, mesmo em situações que não apresentam nenhum tipo de risco”, esclarece.

Entre os sintomas da Síndrome do Pânico estão insônia, dormência e formigamento nas mãos, sudorese, vertigem, além da sensação terrível de morte provocada pela rapidez repentina dos batimentos cardíacos chamada de taquicardia. “As crises de Pânico podem ocorrer a qualquer momento, no entanto quem possui o transtorno considera insuportável estar em ambientes fechados como elevador, avião, sala de espera e congestionamentos no trânsito”, acrescenta Lizandra.

De acordo com a psicoterapeuta, a Síndrome do Pânico gera a agorafobia, isto é, medo de estar em espaços públicos, ambientes fechados e lugares que dificultam a locomoção e o auxílio, caso a pessoa tenha um ataque inesperado. “É o que chamamos de medo do medo. O paciente pode ficar refém da doença e complicar a convivência social necessária nas atividades cotidianas. É uma patologia séria que requer diagnóstico urgente, consultas ao psiquiatra (com a franca possibilidade de ter que ingerir medicamentos como ansiolíticos e antidepressivos) e tratamento psicoterapêutico”, alerta a especialista.

Fonte: TOP BUZZ
Cliques na Notícia: 72

  CONVÊNIOS