Manutenção do emprego será eixo da Campanha Nacional 2017 da categoria bancária

DATA: 18/05/2017


 

 

Durante reunião realizada em Brasília (DF), na terça-feira (16), o Comando Nacional dos Bancários definiu que a Campanha Nacional 2017 de toda a categoria bancária do país será voltada para a manutenção do emprego, com foco na luta contra a precarização das relações de trabalho. Foi reafirmada, na mesma ocasião, a importância da defesa dos bancos públicos.

A orientação do Comando é para que os encontros distritais, regionais e nacionais tenham como foco o combate à terceirização para atividade-fim, a luta para barrar avanços na área digital que precarizam as condições de trabalho, a defesa dos bancos públicos e debates sobre os impactos das reformas trabalhista e da Previdência.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Roberto von der Osten, esclarece que, “na Campanha Nacional 2016, a categoria bancária fechou um acordo histórico de dois anos, que assegura aumento real em 2017”. Neste ano, portanto, segundo ele, a luta será pela garantia de emprego, pela manutenção dos direitos conquistados depois de muita mobilização e contra a precarização das relações de trabalho.

A reunião do Comando abordou, por meio de painel, os diversos pontos de precarização dos direitos dos trabalhadores presentes nas propostas de reformas trabalhista e de Previdência. Foi dito ainda que a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) está sendo jogada na lata do lixo com as mudanças pretendidas pelo governo ilegítimo de Michel Temer.

Entre os retrocessos de direitos e perdas de garantias conquistadas pelos trabalhadores, após anos de luta e combatividade, os destaques são a prevalência de acordos coletivos sobre a legislação, a institucionalização do trabalho intermitente e home office, as dificuldades para realização de ações trabalhistas, o enfraquecimento da Justiça do Trabalho, a permissão de gestantes em trabalho insalubre e a permissão da terceirização para atividade-fim em toda a cadeia produtiva.

Outro ponto da agenda de luta dos sindicatos e das federações, junto a outros movimentos sociais e a entidades da sociedade civil, são as visitas aos gabinetes dos deputados e senadores no Congresso Nacional, para conquistar apoio contra as reformas da Previdência e trabalhista. 

 

DEFESA DOS BANCOS PÚBLICOS

Na reunião de Brasília, o Comando reafirmou também a importância da defesa dos bancos públicos. Como resultado disso, foi definido apoio à Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos, que será instalada no Congresso Nacional ainda no primeiro semestre deste ano.

A Contrat/CUT é da opinião que os bancários devem lutar unidos com a sociedade contra os ataques do governo aos bancos públicos. A entidade diz que os trabalhadores não podem deixar passar a privatização de instituições como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, pois isto representaria um retrocesso sem volta.

O objetivo é ampliar, em parceria com a sociedade civil, a discussão sobre a relevância dos bancos públicos como instrumento de fomento ao crédito e políticas sociais no país. Nesse sentido, serão realizadas audiências públicas em várias cidades do país para envolver parcelas significativas da população nesse debate.

 

AGENDA DOS TRABALHADORES

* 14 de maio a 16 de julho: encontros regionais/estaduais de bancos públicos e bancos privados, além de conferências regionais/estaduais por federações e encontros dos empregados do Basa, BBN, BNDES, Banrisul, Banese, Banestes, BRB e Banpará.

 

* 1 a 3 de junho: 2ª Conferência Nacional dos Financiários.

 

* 6 a 8 de junho: encontros nacionais de bancos privados.

 

* 30 de junho a 2 de julho: Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef). Também, nesta data, está previsto o Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil.

 

* 28 a 30 de julho: 19ª Conferência Nacional dos Bancários.

Fonte: Fenae
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