ACT 2016-2018 garante reajuste acima da inflação para empregados da Caixa

DATA: 06/09/2017


 

 

Conquista do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2016-2018, os empregados da Caixa Econômica Federal tiveram os salários reajustados acima da inflação na sexta-feira, 1º de setembro. O percentual é formado pelo INPC/IBGE de setembro do ano passado e agosto de 2017, acrescido de 1% de ganho real. O mesmo vale para toda as verbas, como Participação nos Lucros e Resultados (PLR), piso salarial, vales e auxílios.

Quanto à PLR, a Caixa tem até 30 de setembro para pagar a primeira parcela, correspondente a 60% do total, mas as entidades representativas já solicitaram a antecipação. No banco, o valor é composto pela regra básica Fenaban (90% do salário base), parcela adicional (2,2% do lucro líquido dividido pelo número total de empregados em partes iguais) e PLR Social (4% do lucro líquido, distribuídos linearmente para todos os trabalhadores). Também conforme o ACT 2016-2018, está garantida uma remuneração base para todos os empregados.

“Vale lembrar que a Campanha Nacional dos Bancários do ano passado se deu em uma conjuntura muito difícil, com muitas mudanças no país. Não tivemos o resultado que reivindicávamos, mas foi o possível com a mobilização existente. Hoje, em razão de um cenário de ataques aos direitos da classe trabalhadora, em que muitas categorias não terão ganho real, garantir o reajuste acima da inflação para 2017 acabou sendo positivo”, avalia o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

O presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, concorda que o ACT de dois anos foi um acerto. “O governo Temer já anunciou que os bancários da Caixa e do Banco do Brasil serão, possivelmente, os únicos funcionários públicos federais que terão reajuste acima da inflação em 2017, por causa de acordo firmado no ano passado”, diz. E completa: “Por não termos que brigar pelo reajuste, conseguiremos fazer uma campanha este ano em defesa do emprego e de direitos. Já estamos negociando com os bancos em cima da nova legislação trabalhista”.

Segundo Dionísio Res, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e diretor da Fenae, a luta contra retrocessos e por novos avanços segue na mesa de negociações permanentes. “Embora haja uma intransigência total da direção do banco, temos debatido temas como GDP, RH 037, reestruturação, fechamento de agências, redução do quadro de pessoal, contencioso da Funcef e ataques ao Saúde Caixa. Tudo isso alinhado à defesa da Caixa como banco 100% público e social”, afirma.

Fonte: Fenae
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