Para investidores, retirada dos seus direitos deveria ser ainda maior

DATA: 09/10/2017


 

 

Com a reforma trabalhista, Temer impôs aos trabalhadores a maior retirada de direitos da história. Para “agradar” setores que apoiaram sua ascensão a Presidência da República, liberou a terceirização em atividades-fim; legalizou modalidades precárias de contratação; dificultou o acesso à Justiça do Trabalho; flexibilizou jornada, férias e demais direitos dos trabalhadores por meio de acordos diretos entre empregados e patrões, em uma correlação de forças desigual. Porém, o mercado é insaciável quando o assunto é maximizar lucros. Em reunião da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), representantes de empresas globais afirmaram que esperavam facilidades ainda maiores para terceirizar e reduzir salários.

Entre os presentes na reunião da Amcham, Gustavo Salgado, do banco Sumitomo Mitsui Brasileiro, reclamou do período mínimo de um ano e meio para contratar como terceirizado um trabalhador demitido. “Isso é um ponto crítico que falhou”, declarou.

“A fala do representante do Sumitomo Mitsui Brasileiro escancara a absurda ganância do setor financeiro. Queriam poder demitir um trabalhador hoje e contratá-lo como terceirizado amanhã, pagando um salário muito menor e sem praticamente nenhum direito. Mesmo diante da maior retirada de direitos da nossa história, não estão satisfeitos. Querem mais, sempre mais. Se for para aumentar seus lucros, não dão a mínima para o sofrimento imposto aos trabalhadores brasileiros”, critica a secretária-geral do Sindicato, Neiva Ribeiro.

O banco Sumitomo Mitsui Brasileiro é parte do Grupo Mitsui, conglomerado empresarial japonês que atua em diversos mercados. Seu braço financeiro é o banco Sumitomo Mitsui Banking Corporation, um dos maiores do Japão. De acordo com o site Intercept, a divisão brasileira da instituição tem sede nas Ilhas Cayman, paraíso fiscal que figura em quinto lugar na lista de países menos transparentes do mundo.

Fonte: Spbancários
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